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O Que É Quiromancia (Prévia)

CARTOMANTE, POR CARAVAGGIO (1594-95; TELA; LOUVRE), QUE DESCREVE UMA LEITURA DA PALMA

CARTOMANTE, POR CARAVAGGIO (1594-95; TELA; LOUVRE), QUE DESCREVE UMA LEITURA DA PALMA

Quiromancia (também escrito Cheiromancia, do grego Kheir (χεῖρ, ός; “mão”) e Mantéia (μαντεία, ας; “adivinhação”)) quiromancia, ou cheiromancia, é a alegação da caracterização e previsão do futuro através do estudo da palma da mão, também conhecida como leitura da palma ou chirologia. A prática é encontrada em todo o mundo, com inúmeras variações culturais. Aqueles que praticam quiromancia são geralmente chamados quiromantes, leitores de palma, leitores de mão, analistas de mão, ou chirologistas.

Há bastante — muitas vezes conflitantes — interpretações de várias linhas e características da palma apresentadas em várias escolas de quiromancia. Estas contradições entre diferentes interpretações, bem como a falta de suporte empírico nas previsões de quiromancia, contribuem para a percepção de quiromancia como uma pseudociência entre os acadêmicos.

História da Quiromancia

Quiromancia Antiga

A ciência da quiromancia era uma ciência bem desenvolvida na Índia Antiga. Era uma parte da ciência conhecida como SAMUDRIKA SHASTRA. Os praticantes desta ciência estudavam a forma dos vários órgãos o corpo e indicavam as tendências e traços de uma pessoa enquanto previam seu futuro. Uma pequena parte da SAMUDRIKA SHASTRA era chamada de HAST SAMUDRIKA. Da Índia essa ciência se espalhou para a China, Tibet, Roma, Grécia, Irã, Pérsia, Suméria, antiga Israel, Babilônia e outros.

O acupunturista Yoshiaki Omura descreve suas raízes na astrologia Hindu (conhecido em sânscrito como jyotish), chinês Yijing (I Ching) e Roma (Cigana) cartomantes. Há vários milhares de anos atrás, o Hindu sábio Valmiki é crido ter escrito um livro contendo 567 estâncias, com o título traduzido em português como Os Ensinamentos de Valmiki Maharshi em Quiromancia Masculina. Da Índia, a arte da quiromancia se espalhou para a China, Tibet, Egito, Pérsia e outros países da Europa. Da Índia, quiromancia progrediu para a Grécia onde Anaxágoras praticava.  Aristóteles (384-322 AC) descobriu um tratado sobre o assunto da quiromancia num altar de Hermes, que depois ele mostrou a Alexandre O Grande (356-323 AC), que teve grande interesse em examinar o caráter de seus oficiais analisando as linhas de suas mãos.

Durante a Idade Média a arte da quiromancia foi ativamente suprimida pela Igreja Católica como superstição pagã.  No Renascimento Mágico, quiromancia foi classificada como uma das sete “artes proibidas”, juntamente com a necromancia, geomancia, aeromancia, piromancia, hidromancia e omoplatoscopia (prática da adivinhação por uso de escápulas (omoplatas)).

Quiromancia Moderna

Quiromancia teve um renascimento na era moderna começando com a publicação de La Chirognomie do Capitão Casimir Stanislas D’Arpentigny em 1839.

A Sociedade Chirológica da Grã-Bretanha foi fundada em Londres por Katherine St. Hill em 1889 com o objectivo declarado de avançar e sistematizar a arte da quiromancia e evitar charlatães abusarem da arte. Edgar de Valcourt-Vermont (Comte de St. Germain) fundou a Sociedade Chirológica Americana em 1897.

CHEIRO, UM EXPOENTE INFLUENTE DA QUIROMANCIA NO FINAL DO SÉCULO 19.

CHEIRO, UM EXPOENTE INFLUENTE DA QUIROMANCIA NO FINAL DO SÉCULO 19.

A figura central no movimento de quiromancia moderna foi o irlandês William John Warner, conhecido por seu apelido, Cheiro. Depois de estudar sob gurus na Índia, ele montou uma prática de quiromancia em Londres e teve uma ampla aceitação de clientes famosos de todo o mundo, incluindo celebridades como Mark Twain, W. T. Stead, Sarah Bernhardt, Mata Hari, Oscar Wilde, Grover Cleveland, Thomas Edison, o príncipe de Gales, o general Kitchener, William Ewart Gladstone, e Joseph Chamberlain. Tão popular foi Cheiro como um “quiromante da sociedade” que, mesmo aqueles que não eram crentes em ocultismo tiveram suas mãos lidas por ele. O cético Mark Twain escreveu no livro de visitantes de Cheiro que ele tinha “… exposto meu caráter para mim com precisão humilhante.”

Edward Heron-Allen, um polímata Inglês, publicou várias obras, incluindo o livro, Quiromancia – Um Manual de Cheirosofia, em 1883, que ainda é publicado. Houveram tentativas de formular algum tipo de base científica para a arte, mais notavelmente em 1900 com a publicação “As Leis da Ciência de Leitura de Mãos” por William G. Benham.

Fonte: https://en.wikipedia.org/wiki/Palmistry

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